sábado, 3 de abril de 2010

Passando pela Páscoa

Páscoa é uma festa celebrada tanto por judeus como por cristãos. Para o primeiro grupo é o momento de comemorar a saída do Egito após mais de 400 anos de escravidão. Para o outro é a celebração da morte e, mais especificamente, da ressurreição de Jesus, pelo qual hoje podemos ser livres da escravidão do pecado.

"Curiosamente" o sentido da palavra Páscoa, que em grego é Pesach, traduz-se por travessia ou passagem. A passagem de Jesus por essa terra deixou marcas profundas não apenas fundando uma nova religião ou dividindo o tempo em Antes e Depois Dele.
Antes Dele, jamais alguém havia amado de tal maneira. A quem observa a forma como Jesus ensinava (E os evangelhos estão aí para isso), questionava, cria e investia em vidas (por vezes naqueles considerados não dignos de investimento) fica claro porque a passagem Dele por aqui não foi em vão. Não bastasse tudo isso, o próprio Jesus (Deus), O Cara, amou de tal maneira que morreu em nosso lugar. No meu, no seu, no dos Nardoni, no de Hittler, no da tiazinha do cachorrão, no do pastor... Para que fôssemos perdoados dos pecados (pouco ou muito porcos) e para que tivéssemos Vida Eterna. Pra podermos começar já a partir daqui dessa vida a desfrutar da Presença Dele e desse Amor incrível. Dá pra entender? Que amor é esse não?

Jesus passou e ficou. Ainda que tenha vindo para os que eram seus e os seus não o tenham reconhecido, ele ficou. E continua dando a nós a chance de estarmos com Ele. Mesmo quando a minha falha continua a aparecer. Quando a mentirinha insiste em me dizer que sem ela não dá, quando a preguiça vence, quando é mais gostoso falar das mancadas alheias, quando o amor dá lugar à vaidade ou ganância, quando olho pra "Igreja" e meto o pau esquecendo de que quem faz a igreja sou eu também e que eu sou tão podre quanto qualquer outra pessoa; se não em uma área, em outra.

Eu agradeço a Deus pela passagem de Jesus aqui na terra e pela minha vida também. Agradeço por Ele ter ficado na minha vida, mesmo depois de tanta mancada, falta de fé, Ele continua apostando em mim, dizendo, “vai lá e arrasa!” e eu sou grata a isso.


Te desejo uma páscoa abençoada e uma travessia ao lado desse Jesus incrível que morreu e ressuscitou por nós.

No amor de Cristo,

Mary.

Ps.: Comemorando também 1 ano da chegada à Ilha verde que teve direito a recepção feita pelo amado com tulipas amarelas e tudo! Thanks, God!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

It's a shame

O ser humano me envergonha, principalmente, quando penso a respeito de mim mesma. Que raios de jornalista que não consegue nem ter a disciplina de postar com uma periodicidade decente no blog! Ó, céus...

Mas é isso aí, devo fazer parte dos "nãosouapessoaperfeita.com", pelo menos já estou apta a participar da Vineyard Capital, que, para quem não sabe, tem como apelo o seguinte slogan: Proibido pessoas perfeitas. Vindo de uma comunidade que pretende seguir os passos de Cristo eu diria que é algo bem razoável, não?

Well. well. Sobre o post anterior...

Em um mix de pensamentos entrecortados (desconexos talvez??) acerca da new generation universiotária e seu gosto apurado, cabe lembrar que o advérbio "só" faz toda a diferença na possível interpretação do texto. Mas como diria meu querido mestre na saudosa "Casper Líbero ô ô": "comunicação boa é comunicação direta, sem ruídos". It was my fault, sorry about that folks. O gênero do fluxo de pensamento ainda me encanta e ninguém é obrigado a acompanhar o passo ou compasso.

Eu não quero queimar a literatura e muito menos os livros de matemática - se bem que continuo achando inútil ter decorado logaritmo e preferia um sistema educacional que desenvolvesse as múltiplas inteligências preparando-nos para a vida - só não acredito que Só e apenas isso Somente, SIC, fará com que o mundo seja melhor. Quem dera fosse!

Óbvio, e digo óbvio porque isso deveria estar subentendido pra quem conhece um pouco do que penso, que a educação é uma ótima via de sair da marginalidade, entrar em contato com a história dos grandes, abrir a mente para o melhor da potencialidade humana, ó, isso e muito e mais. Mas se a equação fosse tão lógica assim, todos os que passaram pela experiência educacional seriam brilhantes seres iluminados aptos a e dispostos a investir na melhoria do contexto em que vivem. Mas sabemos muito bem que não é isso que acontece. Começando por mim! Céus, o que tenho feito com as ferramentas que têm sido postas à minha mão? Poizé, senhor Zé. Foi pensando nisso tudo, que resumidamente saiu o fluxo de pensamento passado.

Mudando a pauta. Eu vou sentir falta. Ah, eu vou.

Tempos de Dublin talvez estejam chegando ao fim e porque é que a gente tem a péssima tendência de apreciar mais as coisas quando sabemos que a areia da ampulheta está para cessar? Eca! MAs a verdade é essa.

Vou sentir falta:

...de cada tijolinho das construções georgianas.
... do azul incrível do céu em contraste com a grama perfeitamente verde e do vento frio.
...de ouvir conversas em cinco línguas diferentes em uma mesma avenida.
... de esperar o LUAS passar para atravessar a rua.
... de deixar o Liffey cortar metade do meu caminho todos os dias.
... do cheiro da caleifação e das fumaças nas ruas.
... de ouvir "Brilliant, Grant, gourgeous, no worries..."
... de ver as velhinhas fofas indo `as compras com seus carrinhos cafonas e práticos.
... das árvores secas. das floridas.
... da facilidade em ver e ter Tulipas!
... de apreciar a vista incrível do deck do bus.
... das propagandas ambulantes nos bus.
... do sol se pondo às 22h no verão.
... de tomar hot chocolate nos dias frios e sentir a mão voltar a existir.
... de trombar com gente de lugares que eu nem sabia que existia e pensar "No céu vai ser assim..."

Só posso agradecer a Deus por cada momento passado aqui. Das lutas com o péssimo sistema bancário à alegria do noivado no Liffey. E bora aproveitar cada grãozinho da areia restante!

Ps.: Que coisa eu resolver fazer o primeiro post do ano em 1 de abril. Não, não, isso tudo não é uma mentirinha. Rá.